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| Stora Enso Huatai (Shandong) Paper

O novo papel SC entra em produção na China

Em uma terra dominada por papéis LWC para materiais de publicação e propaganda, uma joint venture única dá passos corajosos para oferecer uma alternativa.  O papel SC fabricado na fábrica de Dawang, na China, tem recebido comentários positivos dos clientes em relação a suas qualidades óticas e de superfície - graças, em parte, à tecnologia Andritz de processamento e destintamento do papel 100% reciclado usado como matéria-prima.

“Estou sempre pronto para mais um desafio estimulante.”
Hanspeter Elger, Gerente de Projeto de Área da SEHT para Preparação da Matéria-Prima.

É comum ouvir as pessoas falarem em cooperação global e eficiência global - porém, quando se testemunha isso pessoalmente, as palavras adquirem um novo significado.  Esse é o caso da joint venture envolvendo a Stora Enso, da Finlândia, e a Shandong Huatai Paper, da China, que montou a primeira linha profissional de produção de papel SC da China. O modo como as empresas se uniram é uma história interessante.

top Juntando forças

A Stora Enso queria reutilizar a antiga PM 6 de sua fábrica em Maxau, na Alemanha, em um mercado emergente e conversou com diversos compradores em potencial. Ao falar com a Shandong Huatai Paper sobre a compra da PM 6, a discussão girou em torno de se fazer algo diferente – combinar a especialização da Stora Enso na produção de papéis SC com a infraestrutura da Huatai (pessoal, energia, água, tratamento de resíduos, transporte e rede de vendas).

A Shandong Huatai Paper é famosa na região da Ásia e é uma potência na China.  Parte do Huatai Group (o terceiro maior grupo empresarial da China), produz um terço do papel-imprensa na China  (1,2 milhões de toneladas por ano). Tem também uma ampla rede de vendas e suporte técnico na China.

top Satisfazendo uma necessidade do mercado

A necessidade do mercado foi descoberta enquanto a Stora Enso trabalhava com a Shandong Huatai, no final de 2004, para  realizar um estudo de viabilidade para a construção de uma unidade para a produção de papel para impressão na China.   Arne Sundkvist, o Gerente de Processo DIP da fábrica da Stora Enso em Hylte, na Suécia, responsável técnico por esse projeto global, fez parte da equipe conjunta.

“Nossa ideia era oferecer aos anunciantes, editores de catálogos e revistas chineses uma alternativa aos papéis LWC”, conta Sundkvist.

A recomendação do estudo de viabilidade era formar uma joint venture e realocar a máquina de Maxau para a China, a fim de manter os custos de investimento a um nível razoável. Assim, em abril de 2006 foi formada a Stora Enso Huatai (Shandong) Paper.

top Da Alemanha para a China

Carsten Wenk foi o Diretor Operacional da SEHT. Ele explica que a Stora Enso substituiu sua máquina PM 6 em Maxau por uma nova máquina SC com corte de 7,2 m, em 2004.

A parada da PM 6 ocorreu em julho.  A máquina foi desmontada em apenas 6 dias e cuidadosamente embalada em 140 contêineres. “Foram apenas 75 dias entre o desligamento da antiga PM 6 e termos papel na enroladeira da nova máquina”, conta Wenk. Wenk foi convocado para diversos projetos na fábrica – a reforma da PM 8, a atualização da linha de pasta mecânica, a instalação da nova unidade de branqueamento Andritz e a instalação da nova PM 6.  Ele foi o Superintendente de Produção da nova máquina. Com o surgimento da joint venture SEH, a PM 6 ganhou um novo lar.  “Acho que podemos dizer que fui realocado com a máquina”, diz Wenk.  

top Mais um projeto interessante

O local escolhido para a nova linha de SC da SEHT foi o grande complexo industrial de Huatai, perto de Dongying (denominado fábrica Dawang).  A nova linha de produção de papel SC está cercada pela maior base mundial de produção de papel imprensa (a Shandong Huatai Paper), que já conta com central de energia, tratamento de águas residuais, armazéns e depósito de transporte.

A infraestrutura da Huatai possibilitou que a equipe da SEHT se concentrasse na eficiência da instalação e do start-up, de acordo com Hanspeter Elger, o Gerente de Projetos da Área para Preparação de Matéria-Prima (processamento e destintamento de fibras recicladas).

“Já trabalhei com diversos tipos de papéis, de papel tissue a cartão”, afirma Elger.  “Isso me dá uma visão generalista de nosso setor e foi muito útil para esse projeto na fábrica de Dawang, pois todos nós precisávamos desempenhar diversos papéis”.

Um fato interessante é que Elger estava a apenas dois meses da aposentadoria quando a diretoria da Stora Enso perguntou se ele gostaria de gerenciar o projeto DIP na SEHT.  “Por que não?”, Elger concordou.  “Estou sempre pronto para mais um desafio estimulante.”

top O projeto DIP

O investimento de capital para a nova linha de produção foi aprovado pela diretoria em agosto de 2006 e o projeto decolou com extrema velocidade.  Na verdade, antes da “luz verde” da diretoria, a Andritz e outros fornecedores foram convidados para conversações já em junho daquele ano.

“Dividimos o processo em três áreas principais: o pulper de tambor com alimentação, o processo DIP principal e o tratamento de lodo”, conta Sundkvist.  “Nossa meta era ter um só fornecedor, se possível. Quando você tem apenas um fornecedor, jamais tem que perguntar quem é o responsável pelo êxito do processo.”

Todo o trabalho foi completado com rapidez - apenas 15 meses a partir da aprovação da diretoria (agosto de 2006). “Estávamos sob uma pressão enorme, pois o plano da Stora Enso era construir o projeto no menor tempo possível”, diz Hermann Mahlert, chefe da equipe corporativa de projeto.  “Nosso pessoal de marketing queria que a máquina já estivesse produzindo papel antes do final de 2007, por causa da proximidade dos jogos Olímpicos.”

Nesse projeto, a contraparte de Elger na  Andritz foi Hubert Leitner

“Ajudamos a SEHT a economizar tempo e dinheiro, pois eles não precisaram contratar um outro consultor de engenharia para a unidade DIP”. Para acompanhar a rápida programação, fizemos a engenharia básica in-house.”
Hubert Leitner, Gerente de Projeto da Andritz.

, Gerente de Projetos. Trabalhando em Graz, na Áustria, Leitner coordenou o trabalho de sua equipe, que incluía membros da Finlândia, da Áustria e da Andritz Technologies Ltd. de Foshan, na China.  

“Por causa da programação apertada, assumimos a responsabilidade total pela engenharia básica, enquanto o detalhamento foi feito por uma empresa de projetos chinesa”, diz Leitner.  “Na verdade, começamos o trabalho de engenharia básica com apenas um aperto de mão e participamos de uma grande reunião para lançamento do projeto em Düsseldorf na metade de agosto de 2006, antes da aprovação oficial da diretoria, no final do mês.”

“Economizamos tempo e dinheiro no projeto, pois não precisamos contratar um outro consultor de engenharia na Europa para a unidade DIP”, explica Sundkvist.  “A Andritz fez o trabalho necessário.”

O escopo total de fornecimento da Andritz era formado por todos os equipamentos para a linha de produção de fibras recicladas, incluindo alimentação e classificação do papel, pulper de tambor  FibreFlow®, limpeza, depuração, flotação, engrossamento, dispersão, branqueamento, tratamento de lodo e tratamento interno de água.  Além disso, a Andritz forneceu a tecnologia para os sistemas approach flow e de água, incluindo todos os depuradores,cleaners, filtros de discos e o sistemaMultiRetention Deculator®.

“Estávamos bem familiarizados com a tecnologia da Andritz por causa de instalações em outras fábricas da Stora Enso”, afirma Elger.  “Eles têm todos os elementos, da tecnologia à execução de projetos, além do suporte de serviços.  Foi uma decisão firme, pois eles são um parceiro já aprovado.”

A engenharia foi completada em março de 2007 e a montagem dos equipamentos começou em junho. Por um golpe de  sorte, o grande tambor FibreFlow®  (3,5 m de diâmetro por 25 m de comprimento, fornecido e instalado em uma só peça) foi entregue um mês antes do previsto.

O start-up da unidade DIP ocorreu na metade de novembro e no final do mês o primeiro papel saiu da enroladeira.  “Para ser honesto, bem no início eu não estava convencido de que conseguiríamos”, diz  Mahlert.  “Mas todos da equipe de projeto fizeram o máximo nas últimas semanas e nos últimos dias. Foi uma experiência incrível trabalhar com essa equipe multicultural.” “O start-up foi ótimo”, segundo Wenk.

“A Andritz fez um bom projeto para nós, como sempre. Gosto de trabalhar com a Andritz porque quando nos deparamos com um problema, a discussão gira em torno de encontrar uma boa solução – e não de achar culpados.”

top Indo mais além

“Só nos primeiros quatro meses de operação, a eficiência de nossa máquina já se elevou a um nível próximo ao de excelência mundial”,  conta Wenk.  “Portanto, podemos dizer que o start-up de toda essa linha foi notável. Tivemos a vantagem de contar com profissionais da Huatai com grande experiência na fabricação de papel.

Um desses profissionais é Liu Shuliang

“A unidade DIP está funcionando excepcionalmente bem. Estamos muito contentes com a qualidade da polpa destintada.  Os sistemas funcionam de forma confiável e são fáceis de controlar.”
Liu Shuliang, Gerente de Produção.

, que agora é o Gerente de Produção da SEHT.  Liu se juntou ao projeto em agosto de 2007, enquanto a PM 6 estava sendo comissionada. Trouxe com ele uma equipe de cerca de 100 pessoas da Shandong Huatai Paper para operar a unidade DIP, a máquina de papel e os processos de acabamento.  

“A unidade DIP está funcionando excepcionalmente bem”, diz Liu.  “Estamos muito contentes com a qualidade da polpa destintada e estamos atingindo uma produção diária média de cerca de 400 toneladas.”  Liu também está impressionado com o nível de automação da unidade, que requer apenas um operador por turno. “Os sistemas operam de forma confiável e são fáceis de controlar” ele afirma.

Sundkvist concorda. “A linha de destintamento é estável e confiável”, ele diz. “Não temos paradas imprevistas na produção.  Para resumir, eu diria que a Andritz fez um bom trabalho e que estamos onde planejamos estar neste estágio do aumento de produção.”

A matéria para o papel SC é uma mistura 50/50 de revistas velhas (OMG) e de jornais velhos (ONP).  “A fibra marrom do ONP é nosso maior problema”, explica Elger.  “Empregamos uma pequena equipe, em um turno diário, para separá-la manualmente. Há também cerca de 7% de sujeira que vem com essa matéria, que é bem tratada pelos sistemas da Andritz.”

Franziska Schütt, da fábrica da Stora Enso em Sachsen, na Alemanha, fez parte da equipe de start-up.  Foi uma experiência nova para ela, sendo seu primeiro start-up.  “Fiquei muito bem impressionada com a equipe de start-up da Andritz”, ela conta.  “Eles têm o conhecimento necessário e sabem exatamente o que verificar quando há um problema.  Aprendi muito nos seis meses que passei aqui.”

top Estabelecendo uma reputação no mercado – um rolo de cada vez

A Stora Enso registrou sua marca EnviPress™ no mercado da China com um nome chinês, Yue Yin Cim™.  O papel é produzido com gramatura de 45 a 64 g/m2.  Shang Xiangyang, Gerente de Administração de Vendas da SEHT, diz que as gráficas estão se ajustando ao papel SC e que as primeiras tentativas foram muito promissoras.  Como exemplo, ele mostra um recente anúncio impresso como teste para a empresa IKEA na China.  

“À medida que a China aumentar seu consumo de papel, precisará de tipos de papel mais específicos”, diz Shang.  O papel SC é um papel não-revestido que combina características de impressão e tiragem com uma estrutura de custos menor que os papéis LWC.  Contém uma quantidade significativa de cargas (minerais e químicos) para proporcionar a alvura e a opacidade que os anunciantes, produtores de catálogos e editores de revistas adoram.

“Com a ativação da primeira linha de produção de papel SC na China – em especial, com 100% de reciclagem e os benefícios ambientais associados – estamos alavancando o desenvolvimento do setor papeleiro chinês”, Shang afirma.  “É um desafio para todos nós.  Temos uma nova empresa, um novo produto, um novo mercado e novas pessoas em nossa equipe.  Estamos todos crescendo juntos.”


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